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Tabela fixa LATAM Pass: quando vale e quando não vale

Comparamos a tabela fixa com o resgate comum em rotas reais. Em Miami, a diferença passou de 700 mil pontos na mesma viagem.

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Consultoria de milhas para voo nacional: quando vale a pena e quando é melhor pagar em dinheiro
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Consultoria de milhas para voo nacional: quando vale a pena e quando é melhor pagar em dinheiro

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A tabela fixa do LATAM Pass é o recurso mais mal aproveitado do programa. Ela existe, está publicada e custa muito menos que o resgate comum em várias rotas. Ainda assim, a maioria das pessoas nunca consegue emitir por ela. Não por falta de pontos, mas por não saber onde ela se aplica e por procurar no lugar errado.

O que é a tabela fixa da LATAM Pass

É uma tabela de valores predefinidos de resgate, organizada por região de origem, região de destino e classe de serviço. Como o valor é fixo, ele não sobe com a demanda, ao contrário do resgate comum da LATAM, que é dinâmico e acompanha o preço da passagem paga.

A primeira regra é a que mais confunde: a tabela fixa vale apenas em voos de companhias parceiras. Voo operado pela própria LATAM não entra.

A segunda: o valor é por trecho. Uma ida e volta custa o dobro, e um roteiro que passa por regiões diferentes soma os valores de cada par de regiões.

A terceira: ela não aparece no site. No canal digital você vê a tarifa comercial em pontos, que é mais cara. A tabela fixa vive nos canais de atendimento.

O número que muda a conversa

Fizemos a busca no nosso comparador para São Paulo e Miami em classe executiva, com ida em 10 de novembro e volta em 20 de novembro de 2026. No resgate comum, voando na própria LATAM, a viagem saiu por 973.486 pontos. Pela tabela fixa em companhia parceira, o mesmo trajeto custa 135.000 pontos por trecho, ou 270.000 pontos na ida e volta.

A diferença é de 703.486 pontos na mesma viagem. Com o milheiro LATAM Pass na casa de 25 reais, isso equivale a cerca de 17,8 mil reais de diferença para levar uma pessoa a Miami e voltar deitada.

O mesmo padrão aparece na Europa. São Paulo para Lisboa em executiva, no voo direto da LATAM, saiu por 322.971 pontos só na ida. Pela tabela fixa em parceira, o trecho Brasil para Europa em executiva custa 201.600 pontos. São 121 mil pontos de diferença, perto de 3 mil reais, em um único trecho.

Quanto custa cada região na tabela fixa

Os valores abaixo são por trecho, saindo do Brasil, conforme divulgado pelo LATAM Pass, com referência de agosto de 2026. O programa reajusta esses números periodicamente. Em março de 2026 houve alta de cerca de 20 por cento em combinações entre regiões fora do Brasil. Além de econômica e executiva, a tabela também tem valores de premium economy e primeira classe.

América do Sul: 24.000 pontos em econômica e 48.000 em executiva.

América Central: 42.000 pontos em econômica e 90.000 em executiva.

América do Norte: 57.000 pontos em econômica e 135.000 em executiva.

Europa: 80.700 pontos em econômica e 201.600 em executiva.

África: 62.000 pontos em econômica e 157.500 em executiva.

Oriente Médio: 121.500 pontos em econômica e 292.000 em executiva.

Ásia Ocidental: 82.500 pontos em econômica e 180.000 em executiva.

Ásia Oriental: 125.500 pontos em econômica e 248.000 em executiva.

Oceania: 95.000 pontos em econômica e 198.000 em executiva.

Onde a tabela fixa vale muito

Em executiva e primeira classe de rota longa. É aqui que a conta fica claramente favorável ao passageiro. Ásia Oriental em executiva por 248.000 pontos o trecho, Oceania por 198.000, América do Norte por 135.000. Nessas rotas o resgate dinâmico costuma cobrar duas, três, até quatro vezes mais pontos pela mesma cabine.

Em datas de alta temporada. Como o valor não se move com a demanda, dezembro, janeiro e julho são exatamente quando a tabela fixa mais se destaca, porque é quando o resgate dinâmico dispara.

Para quem tem volume de pontos parado. Se você acumula LATAM Pass e ainda troca por econômica curta, está usando o seu saldo na pior aplicação possível. A tabela fixa é o caminho para transformar pontos em experiência de cabine premium.

Onde não vale a pena

Em econômica de rota curta. América do Sul custa 24.000 pontos por trecho, 48.000 na ida e volta, algo próximo de 1,3 mil reais em pontos. Em muitas datas a passagem paga sai por menos que isso, e queimar ponto para economizar pouco é decisão ruim.

Em roteiros que atravessam várias regiões. Como o cálculo soma regiões, um trajeto entre Brasil, Oriente Médio e Ásia acumula dois pares regionais e o total explode. Nesses casos, resgatar por outro programa ou dividir a emissão costuma sair mais barato.

Quando não existe assento na parceira. Este é o ponto que mais frustra: a tabela fixa não garante disponibilidade. Quem libera assento de resgate é a companhia parceira, não a LATAM. Tabela fixa boa em rota sem assento aberto não vale nada.

Por que a maioria tenta e não consegue emitir

Procura no site. O canal digital mostra a tarifa comercial em pontos, mais cara. A pessoa vê o valor alto, conclui que a tabela fixa é lenda e desiste.

Não sabe qual voo pedir. O atendimento não faz a pesquisa por você. É preciso chegar com companhia, número do voo, data e classe já identificados, com assento de resgate aberto naquele momento.

Tenta em voo da LATAM. A tabela fixa não se aplica à operação própria da companhia, e o pedido morre antes de começar.

Ignora as taxas. Cada parceira tem sua própria estrutura de taxas e sobretaxas. Duas rotas com o mesmo custo em pontos podem ter diferenças relevantes em reais.

Perde a janela. Disponibilidade de resgate em parceira abre e fecha em horas. Entre encontrar o assento e concluir a emissão, o tempo trabalha contra.

Como a Cia Milhas resolve isso

Nosso trabalho começa antes da emissão. Buscamos disponibilidade nas parceiras, comparamos o custo em pontos com o preço da passagem paga do dia e com o resgate dinâmico, calculamos quanto custa adquirir os pontos que faltam e só então dizemos qual caminho é o melhor, inclusive quando o melhor caminho é não usar milha nenhuma.

Depois cuidamos da emissão pelo canal correto, com a documentação certa e acompanhamento até o bilhete emitido. Você não passa horas em ligação repetindo número de voo.

Perguntas frequentes

A tabela fixa vale para voos da LATAM?

Não. Ela existe apenas para emissões em companhias parceiras. Nos voos operados pela própria LATAM, o resgate segue a precificação dinâmica, que acompanha a demanda e a tarifa paga.

Os valores são por trecho ou por ida e volta?

Por trecho. Uma ida e volta entre Brasil e Europa em executiva custa 201.600 pontos em cada sentido. Se o roteiro passa por regiões diferentes, os valores das regiões se somam.

Preciso de categoria elite ou clube de assinatura?

Não. A tabela fixa está disponível para qualquer titular de conta LATAM Pass com saldo suficiente. Assinatura e categoria influenciam outros benefícios, não o acesso a esses valores.

Vale a pena comprar pontos para emitir pela tabela fixa?

Em executiva de rota longa, com frequência sim. Com o milheiro na casa de 25 reais, um trecho entre Brasil e América do Norte em executiva por 135.000 pontos representa aproximadamente 3,4 mil reais em pontos, bem abaixo do que a mesma cabine costuma custar em tarifa paga. Em econômica curta, quase nunca compensa.

A tabela fixa pode mudar?

Sim, e muda. O último reajuste relevante entrou em vigor em março de 2026, com alta de cerca de 20 por cento em combinações entre regiões fora do Brasil. Por isso confirmamos os valores no momento de cada cotação.

As buscas citadas foram feitas em setembro de 2026, para datas de novembro de 2026, e servem como referência de comparação. Valores em pontos, taxas e disponibilidade mudam a qualquer momento.

Quer saber se a tabela fixa vale para a sua viagem?

Preencha o formulário abaixo com a rota, as datas aproximadas e quantas pessoas viajam. Devolvemos a comparação completa: tabela fixa, resgate dinâmico e passagem paga, com o custo real em reais de cada opção.

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